Passageiro em voo longo massageando perna inchada e dolorida no assento do avião

Viajar está no DNA de quem vive em Belém, cidade pulsante de negócios, turismo e conexões profissionais. Sempre que penso em meus pacientes, lembro como as viagens longas, sejam de avião, ônibus ou carro, representam não apenas oportunidades, mas também desafios para nossa saúde vascular. Um desses desafios recebe o nome de trombose do viajante, condição que pode mudar completamente a rotina de quem sempre esteve habituado ao dinamismo.

Por que a trombose é uma preocupação para quem viaja e mora em Belém?

Belém é uma cidade estratégica. Muitos pacientes vêm até mim, na Sync Clinic, relatando frequência em viagens, seja a trabalho ou lazer. E foi justamente ouvindo essas histórias e acompanhando as tendências nacionais que percebi: ficar horas sentado, com pouca movimentação das pernas, eleva o risco de trombose venosa profunda (TVP). Para quem já tem histórico de varizes ou outras doenças venosas, esse risco se multiplica.

Ficar sentado, parado, pode ser tão perigoso quanto parece inofensivo.

O Ministério da Saúde alerta que a formação de coágulos em grandes veias das pernas pode não só causar dor e inchaço, mas também representar um risco potencialmente fatal quando o coágulo se desloca até os pulmões, causando embolia pulmonar.

O que é a trombose venosa profunda e quais as causas do problema?

Ao explicar TVP para meus pacientes, costumo trazer para a conversa imagens práticas: imagine o sangue circulando pelas suas veias com liberdade. De repente, por algum motivo, ele encontra uma barreira, um coágulo. Esse obstáculo bloqueia o fluxo, causa inchaço, dor ou, em casos severos, até pode ser invisível num primeiro momento.

Especialmente nos membros inferiores, onde a pressão é maior, a trombose costuma acontecer. Os motivos são variados: idade acima dos 35 anos, excesso de peso, histórico familiar, uso de anticoncepcionais, presença de varizes, sedentarismo e longos períodos de imobilidade são grandes vilões segundo o Ministério da Saúde.

  • Idade acima de 35 anos
  • Obesidade ou sobrepeso
  • Presença de varizes ou histórico anterior de trombose
  • Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal
  • Sedentarismo
  • Imobilização prolongada (internações, pós-operatório, viagens longas)

Em minha experiência acompanhando pacientes na região de Belém, percebo que o hábito de viajar longas distâncias, associado ao calor e à alta umidade, características locais, podem aumentar a sensação de pernas cansadas e o risco de estagnação do fluxo venoso.

Sintomas iniciais: sinais de alerta que não podem ser ignorados

Na clínica, sempre destaco: não espere sinais graves para buscar ajuda. Os sintomas mais comuns são:

  • Dor ou sensação de peso nas pernas, principalmente após períodos prolongados sentado
  • Inchaço repentino, geralmente em uma das pernas
  • Pele com alteração de cor, tornando-se mais avermelhada ou azulada
  • Aumento de temperatura local e veias superficiais mais evidentes

Já presenciei casos em que o paciente minimizou os sintomas, atribuindo-os apenas ao cansaço natural da viagem. É aí que mora o perigo. Porque, em poucos casos, o quadro pode evoluir rapidamente para complicações graves, a mais conhecida é a embolia pulmonar, que pode ser fatal em até 15% dos casos não tratados conforme alerta o Ministério da Saúde.

Sentiu inchaço, dor ou calor na perna após viajar? Não espere. Procure um especialista.

Por que quem tem varizes ou já teve trombose deve redobrar a atenção?

Quem convive com varizes sabe que o desconforto, além de estético, traz risco aumentado de trombose. Isso acontece porque as veias dilatadas dificultam o retorno venoso, favorecendo a formação de coágulos. Em minha atuação na Sync Clinic em Belém, noto que muitos pacientes subestimam esse risco. O acompanhamento vascular preventivo, inclusive avaliando a necessidade de métodos modernos de tratamento, é uma das medidas que mais oriento.

O desenvolvimento contínuo de técnicas como a ATTA, para tratar varizes de forma minimamente invasiva, mostra como a medicina evolui para aliar segurança, tecnologia e conforto, reduzindo não só sintomas, mas também riscos associados a doenças venosas e complicações como a trombose .

Médico cirurgião vascular realizando procedimento em perna de paciente com técnica minimamente invasivaImagem de um procedimento moderno em perna de paciente, condizente com os avanços no tratamento vascular realizados em Belém.

Como prevenir a trombose do viajante nas viagens que partem ou chegam em Belém?

Existe prevenção eficaz, e sempre defendo uma abordagem baseada na orientação individual. Os principais métodos são simples, mas exigem disciplina, principalmente em viagens superiores a 4 horas.

  1. Movimente as pernas regularmente: Levante-se, mesmo nos corredores do avião ou do ônibus, a cada 2 horas.
  2. Realize exercícios simples enquanto sentado: Movimente tornozelos, estique as pernas, faça movimentos circulares com os pés.
  3. Use meias de compressão graduada: Quando indicadas por um especialista, essas meias reduzem a estagnação do sangue e promovem o retorno venoso.
  4. Mantenha-se hidratado: Água é a melhor opção. Evite bebidas alcoólicas e excesso de café.
  5. Controle o peso e, se possível, evite o tabagismo: Essas medidas não só reduzem o risco de trombose como melhoram a circulação.
Prevenção nunca será excesso.

Segundo o Ministério da Saúde, para pessoas já diagnosticadas com varizes, tendência familiar, mulheres em uso de anticoncepcionais, pessoas obesas ou com antecedentes, é indispensável conversar com um médico vascular antes de viagens longas.

O papel da avaliação médica e dos tratamentos modernos em Belém

Já orientei vários pacientes a procurarem avaliação antes de uma viagem internacional, por exemplo. Em especial na faixa entre 35 e 60 anos, economicamente ativos e que não desejam interromper sua rotina, o acompanhamento é essencial.

Em Belém, onde há oferta de métodos inovadores para o cuidado vascular, destaco a técnica ATTA, um avanço minimamente invasivo, sem necessidade de repouso prolongado, que permite retorno às atividades em até 48 horas na maioria dos casos . A eliminação das veias doentes por dentro, com mínima dor, acelera a recuperação, além de evitar cicatrizes e internações.

Toda essa abordagem preventiva conversa diretamente com conteúdo detalhado à saúde vascular no blog, um espaço onde compartilho informações práticas sobre cansaço, peso e inchaço nas pernas (leia mais aqui) e quando procurar um especialista vascular em Belém (confira aqui), esclarecendo dúvidas que recebo no consultório e ampliando o acesso à informação confiável na região.

Este conteúdo integra também as orientações estratégicas que dou em reuniões presenciais na clínica e está alinhado com informações úteis sobre causas, tratamentos e prevenção dos vasinhos nas pernas em Belém (conheça o conteúdo).

O que fazer ao suspeitar de trombose após uma viagem?

Identificar sinais precoces é vital. Ao notar um desses sintomas, oriento procurar avaliação médica rápida. O diagnóstico precoce, por meio de consulta e exame de ultrassom Doppler, permite iniciar o tratamento correto e evita complicações sérias. Nunca oriento usar medicamentos por conta própria. Cada detalhe, intensidade do inchaço, dor, cor e temperatura da pele, faz diferença no diagnóstico correto.

O tratamento, quando necessário, pode ser realizado em ambiente ambulatorial, com métodos seguros e modernos, conforme avanço da medicina vascular regional. Inclusive, relato casos de pacientes que trataram varizes em nossa clínica e retomaram viagens poucos dias depois, sem limitações. Esse é um dos resultados que mais me motivam: devolver confiança, autoestima e segurança aos meus pacientes.

Sei que, apesar dos riscos, viajar é e continuará sendo parte da vida dos moradores de Belém. A mensagem que quero deixar é simples:

Com informação e prevenção, você viaja, e retorna, com saúde e tranquilidade.

Conclusão

Quem vive em Belém, como eu, reconhece a importância das viagens nas nossas rotinas urbanas, familiares e profissionais. Entender os riscos da trombose do viajante permite agir a tempo, prevenindo agravamentos e garantindo que viagens, mesmo longas, não sejam motivo de preocupação excessiva.

A trombose venosa profunda é mais comum em quem já tem história de varizes, fatores de risco e faixas etárias a partir dos 35 anos. O segredo está na prevenção: adotar hábitos saudáveis, buscar avaliações médicas antes de grandes viagens e, se indicado, tratar varizes com técnicas modernas. Dessa forma, a circulação agradece e a saúde vascular se mantém forte, pronta para a próxima aventura ou desafio profissional.

Se você já identificou situações de risco, sintomas suspeitos ou quer conhecer métodos modernos e menos invasivos para cuidar de suas veias, convido você a agendar uma avaliação conosco na Sync Clinic, e conhecer nosso atendimento especializado na região de Belém. Sua saúde vascular merece sempre o melhor e mais atualizado cuidado.

Perguntas frequentes sobre trombose do viajante

O que é trombose do viajante?

A trombose do viajante é a formação de coágulos sanguíneos em veias, geralmente das pernas, causada principalmente por longos períodos de imobilidade durante viagens, como de avião, ônibus ou carro. O sangue parado pode coagular, bloqueando o fluxo venoso e causando dor, inchaço e complicações graves se não tratado a tempo.

Quais os sintomas da trombose em viagens?

Os principais sinais são dor intensa ou persistente, inchaço localizado (geralmente em uma perna), alteração da cor (vermelhão ou arroxeamento), calor local e sensação de peso. Às vezes, as manifestações são leves, mas qualquer sintoma incomum nas pernas após viajar deve ser avaliado por um especialista.

Como prevenir trombose durante voos longos?

A prevenção inclui: levantar-se a cada 2 horas, movimentar tornozelos e pés regularmente, usar meias de compressão quando recomendado, manter hidratação constante e evitar álcool e fumo. Para pessoas de risco, buscar orientação médica antes da viagem é fundamental.

Quais os riscos da trombose em Belém?

Em Belém, o calor e a umidade podem agravar o desconforto nas pernas e aumentar a tendência à estagnação venosa, especialmente em quem já sofre com varizes ou histórico de doenças vasculares. O risco se acentua com viagens ou longos períodos sentado, hábitos comuns entre empresários e autônomos da região.

Quem tem mais chance de ter trombose?

Pessoas acima de 35 anos, obesos, fumantes, mulheres que usam anticoncepcional, indivíduos com varizes ou histórico familiar de trombose, e todos que enfrentam longos períodos de imobilidade têm probabilidade maior. O acompanhamento médico e tratamentos modernos podem reduzir esses riscos significativamente.

Para conteúdos mais completos sobre saúde vascular, visite a página dedicada à saúde vascular (clique para conferir) e veja também informações detalhadas sobre sintomas e avanços nos tratamentos na região em varizes em Belém: sintomas, causas e tratamento moderno.

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Vinicius Costa Gama Souza

Sobre o Autor

Vinicius Costa Gama Souza

Dr. Vinicius Costa Souza é médico cirurgião vascular com atuação dedicada ao tratamento moderno de varizes pela tecnica ATTA. Sua prática clínica une a precisão da medicina baseada em evidências a uma visão humanizada, que valoriza não apenas a estética, mas sobretudo a qualidade de vida e longevidade dos pacientes. Co fundador de uma clínica de referência em Belém (Sync Clinic), o Dr. Vinicius oferece consultas completas com diagnóstico avançado, procedimentos minimamente invasivos e protocolos personalizados. Além do consultório, é criador de conteúdos educativos em plataformas digitais, onde compartilha conhecimento científico de forma acessível, buscando combater mitos e empoderar pessoas na jornada de cuidar da própria saúde. Movido por fé, família e propósito, acredita que a medicina vai além do tratamento de doenças: é também sobre transformar vidas, inspirar escolhas mais saudáveis e oferecer um cuidado integral que respeita a individualidade de cada pessoa.

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